Estratégias de estudo no ensino superior


  1. Introdução
  2. Porquê estudar
  3. Quando estudar
  4. Onde estudar
  5. Como estudar
  6. Técnicas de relaxamento
  7. Os exames

1 - Introdução

É cada vez maior o número de estudantes que ingressa no ensino superior com o objectivo de se realizar profissionalmente e assim conquistar um futuro melhor. Mas estudar não é apenas o meio para atingir o fim, é também uma forma de desenvolver capacidades intelectuais, aptidões sociais, de potenciar a reflexão e a critica construtiva ao avanço tecnológico e cientifico. Deste modo, estudar é trabalhar, e como em qualquer trabalho, é preciso ter estratégias e organização para que as tarefas sejam concluídas com sucesso.

Estudar não é uma actividade fácil, nem sequer divertida. Implica muito esforço, concentração e motivação, mais do que capacidades intelectuais desenvolvidas.

Conscientes de que a tua realidade pode não estar reflectida nesta informação, ou que podes ter dúvidas quanto à aplicação prática das estratégias, lembramos-te que o Serviço de Aconselhamento Psicológico dos Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Setúbal existe para te ajudar nos momentos difíceis.

2 - Porquê estudar

Responder a esta questão permite descobrir as verdadeiras motivações, os objectivos específicos que te conduziram ao ensino superior e ao curso onde estás inscrito. Não chega pensar que pretendes ter um bom futuro, ganhar muito dinheiro, ou garantir uma vida melhor. Estes factores são externos, longínquos no tempo e não serão motivos suficientes para enfrentares o trabalho árduo que tens pela frente.

A motivação intrínseca, os teus objectivos pessoais, serão os factores decisivos para que estudes de uma forma eficaz e gratificante.

O processo de aprendizagem subjacente ao estudo implica que te deves envolver activamente, para que não sejas um mero receptor de informação durante as aulas. Tens que ser tu a conduzir o processo de aprendizagem da melhor maneira e com muitos ganhos para ti.

As pessoas interessadas em aprender tem as seguintes características:

* preocupam-se em arranjar os meios necessários para realizar a tarefa (local, materiais, etc.).
* ocupam-se do seu próprio processo de resolução da tarefa e não apenas dos seus resultados.
* interpretam e analisam os erros como uma forma de melhorar a aprendizagem e procuram aprender com os mesmos.
* procuram a informação necessária para resolver os problemas, recorrendo a todos os meios ao seu alcance.
* recorrem com frequência aos professores como fonte de ajuda.
* preferem tarefas com um certo grau de dificuldade e novidade que estimulem o seu processo de aprendizagem.
* não aplicam critérios de êxito ou fracasso para avaliar a sua aprendizagem, o êxito da tarefa está associado à própria tarefa.
* realizam a tarefa com esforço e sacrifício, se necessário.

Ter conhecimentos é diferente de aprender. Para aprender é preciso que processes activamente a informação recebida, faças reflexões e criticas ao que estás a assimilar para mais tarde aplicares profissionalmente. Agora já não resultam as velhas estratégias do ensino secundário para memorizar e esquecer de seguida. É preciso consolidar a informação que mais tarde irá ter aplicações práticas no teu dia a dia.

Um outro aspecto não menos importante é a atenção a dispensar ao auto-conhecimento. Quanto melhor te conheceres a ti próprio, melhor poderás eliminar alguns factores distractores prejudiciais ao bom rendimento académico, como por exemplo:

* a não determinação de objectivos e fins
* inadequação do nível à preparação
* monotonia
* falhas na planificação
* influência excessiva do medo
* falta de interesse ou a preguiça
* ausência de hábitos de estudo
* problemas familiares, sociais ou interpessoais
* carências alimentares
* situações de ansiedade e de cansaço

Em resumo, e respondendo à questão inicial, só faz sentido estudar quando estamos interessados em aprender (sendo então activos em todo o processo) e motivados para o estudo. Para isso acontecer é preciso esforço e concentração, muito mais que extraordinárias aptidões intelectuais, que por si só não garantem o sucesso académico.

3 - Quando estudar

A planificação do tempo e o cumprimento dos horários previamente definidos é o segredo para o sucesso académico.

No início de cada semestre podes elaborar um horário onde constem todas as actividades lectivas e o estudo individual. Se não definires claramente quais os dias e horas em que vais estudar irás verificar que, sucessivamente, o tempo vai passando e acabas por não estudar ao longo do semestre. Isto vai fazer com que a época de exames seja vivida com muita ansiedade e frases do tipo não tenho tempo, não vou conseguir. Ao contrário do ensino secundário, para que obtenhas bons resultados académicos, convém que comeces a estudar na 2ª semana do início de cada semestre, impreterivelmente .

ESTRATÉGIAS NA GESTÃO DE TEMPO

1. Escreve na primeira página da tua agenda (ou organizer ) quais são os teus objectivos de vida para o ano que decorre.
2. Pensa nos resultados que pretendes e nas actividades que tens de realizar.
3. Certifica-te que os teus projectos têm prioridades, prazos e estimativas de duração
4. Revê diariamente quais são os teus objectivos a longo prazo.
5. Ao longo do tempo vai questionando o que é que estás a fazer para atingir os teus objectivos.
6. Analisa e observa como é que gastas o teu tempo. Descobre como, quando e porquê. Pergunta a ti próprio o que é que acontecia se deixasses de fazer a tarefa A. Se a resposta for nada, então deixa de a fazer.
7. Aproveita os "tempos perdidos". Lê pequenos textos ou anota alguma ideia importante que precises de consolidar. Enquanto esperas pelos transportes ou quando estás na fila para almoçar podes fazer algumas reflexões ou ler.
8. Pensa que és tu quem determina a forma de estudar, és tu que defines o que queres e o tempo que deves utilizar. Procura sempre formas de melhorar a qualidade do teu tempo.
9. Planifica o teu tempo. Escreve um plano semanal, estabelece objectivos para a semana e as actividades necessárias para os atingir. Considera o tempo que precisas e estabelece prioridades. Deixa tempo para lidar com imprevistos, os planos devem ser flexíveis e ajustáveis.
10. Diariamente, faz uma auto-avaliação dos objectivos que concretizaste e revê o plano se necessário.
11. Define um tempo só para ti todos os dias.
12. Tens de ser bem educado com os outros, mas firme quando está em causa o teu tempo. Aprende a ser assertivo.
13. Mostra aos outros que respeitas o seu tempo desenvolvendo determinados hábitos como a pontualidade, a preparação, a entrega de trabalhos.
14. Desenvolve estratégias para evitar interrupções, aumentar a concentração e rentabilizar o tempo.
15. Treina-te a ser um bom ouvinte. Pouparás tempo e problemas.
16. Conquista a procrastinação, isto é: transforma o teu impulso de fazer mais tarde num hábito de fazer agora .
17. Tem calma
18. Descansa bem, come bem e está atento à tua saúde.
19. Equilibra o teu tempo por todas as áreas importantes da vida: escola, família, amigos, o equilíbrio psicológico, a saúde e o dinheiro
20. Pratica a autodisciplina.
21. Gasta tempo para ti: tempo para sonhar, tempo para relaxar, tempo para viver.

4 - Onde estudar

Definidos os objectivos e elaborado o plano de acção, podes agora pensar no local onde vais estudar.

Parece inevitável que esse local seja o teu quarto, a biblioteca da escola ou alguma das salas de estudo disponíveis. Na verdade as alternativas em termos de espaço físico podem não ser muitas, mas são sempre algumas. É importante que penses qual dos locais disponíveis te permite aumentar a concentração, diminuir os estímulos distractores e rentabilizar o estudo.

O teu rendimento académico depende das condições de estudo, de acordo com o esquema que se segue:

* Condições de estudo
* Condições ambientais
o Iluminação
o Temperatura
o Mobiliário adequado
o Ventilação
* Rendimento Académico
* Condições pessoais
o Bem estar psicológico
o Saúde física
o Exercício físico
o Alimentação saudável

A sala de aula também é um local de estudo

A concentração na sala de aula permite que escrevas bons apontamentos, definas quais as matérias que o professor considera mais importantes (e que terás de estudar com mais atenção) e ao mesmo tempo a imagem do professor torna-se familiar, facilitando o teu contacto pessoal e a procura de ajuda durante o horário de atendimento.

Se estiveres concentrado durante a aula e conseguires acompanhar a exposição do professor, tens a primeira parte do estudo efectuada. Não deves ter medo de colocar questões, mesmo que penses serem ridículas. O importante é aprenderes e para tal terás de estar em constante interacção com o professor.

Para melhorar a tua atenção e concentração na sala de aula podes:

* escolher um lugar próximo do quadro ou do professor
* evitar diálogo com o colega do lado, uma vez que as conversas paralelas são o suficiente para te distraíres alguns minutos e já não conseguires perceber o resto da aula
* pedir esclarecimentos ao professor sempre que tiveres dúvidas, ou não tenhas percebido bem algum ponto da matéria
* utilizar também os horários de dúvidas que os professores disponibilizam para um atendimento personalizado
* desligar completamente o telemóvel (os atendedores de chamadas são óptimos e muito funcionais)

Se estiveres preocupado com alguma coisa ou algum problema pendente, pensa que o vais resolver utilizando a tua hora de reflexão pessoal. Nessa hora estarás disponível emocionalmente para a resolução do problema. Parece difícil adiar a resolução de um problema, mas a verdade é que podes começar desde já a treinar este comportamento. Se a resolução do problema é inadiável e pode ser efectuada durante o tempo que estás na aula, então será preferível que não vás à aula e o resolvas rapidamente, para que possas continuar a trabalhar.

5 - Como estudar

As estratégias de estudo que adquiriste no ensino secundário devem ser adaptadas ao ensino superior. Existem disciplinas com forte componente prática onde a resolução de problemas é a estratégia mais eficaz de estudo, mas que adicionalmente requer mais tempo disponível. Nas disciplinas teóricas, a leitura e a memorização são as estratégias por excelência.

Em seguida apresentamos-te algumas sugestões práticas para as diferentes estratégias.

A LEITURA

Antes de começares a estudar exaustivamente um texto deves sempre fazer
uma pré-leitura (rápida), para teres o primeiro contacto com o texto
sem aprofundar os conteúdos. Dá atenção a tudo o que está escrito a
negrito, os gráficos, mapas, quadros, ilustrações, etc.

Se se tratar de um livro, então começa sempre por ler o índice, a
introdução e a conclusão. Ficarás logo com uma boa ideia do que vais
encontrar ao longo do livro e podes eventualmente saltar capítulos
menos interessantes se não tiveres muito tempo disponível.

Depois da pré-leitura estás preparado para ler o texto integral, tendo em conta as seguintes etapas:

  1. Selecção: selecciona o material que tens de ler e divide-o por
    partes. Tenta perceber cada uma das partes e depois estabelece as
    relações com o todo.
  2. Rememoração: antes de iniciares a leitura recorda tudo o que
    já sabes sobre essa matéria, pois isso facilita a compreensão da
    informação que vais ler.
  3. Investigação: interessa-te pelos conceitos novos e procura materiais para consulta.
  4. Interrogação: depois de terminares a leitura interroga-te
    acerca do conteúdo do texto. Este exercício assegura-te uma compreensão
    tanto global como pormenorizada.
  5. Extrapolação: depois de leres e de te questionares, deves extrair as conclusões.
  6. Inter-relação: relaciona os dados da leitura com outros da mesma matéria.
  7. Fixação. utiliza gráficos, resumos, esquemas ou quadros para assimilares melhor e fixares o conteúdo do que acabaste de ler.

ESTRATÉGIAS DE MEMORIZAÇÃO

Após a elaboração de resumos ou esquemas torna-se útil a memorização de
alguns conteúdos. Dadas as limitações mnésicas (de memória), estas
estratégias devem ser utilizadas nos dias que antecedem os exames, daí
a importância de fazeres o estudo prévio ao longo do semestre e
deixares para os últimos dias apenas a revisão da matéria e a
memorização de dados.

Neste sentido tem em conta as seguintes sugestões:

  • lê os apontamentos e o resto dos materiais de estudo as vezes que foram necessárias
  • recita em voz alta ou baixa o material que estás a aprender
  • assume o papel de professor: expõe o tema como se estivesses a dar uma aula
  • realiza pequenas notas esclarecedoras para garantir que estás a assimilar a matéria
  • insiste repetidamente nos passos anteriores, mas respeitando os limites fixados na planificação
  • ajusta os processos de memorização ao tipo de material e ao nível de dificuldade
  • divide em unidades mais pequenas matérias densas ou complicadas
  • utiliza esquemas, rimas e inflexões para facilitar a aprendizagem
  • utiliza a imaginação, faz desenhos, representa, etc.
  • potência o processo de memorização critica e reflexiva,
    selecciona os conteúdos evitando a interiorização arbitrária das ideias
    propostas.

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

As disciplinas com uma forte componente prática, como por exemplo a
Análise Matemática ou as Estatísticas, devem ser estudadas apelando à
resolução de exercícios com consulta. Isto significa que deves resolver
os exercícios com os apontamentos teóricos ao lado e/ou outros
exercícios já resolvidos.

Alertamos-te mais uma vez para a importância do estudo contínuo destas
disciplinas ao longo do semestre, dada a grande quantidade de tempo que
terás de disponibilizar para o seu estudo. Na tua planificação podes
incluir semanalmente tempo para a resolução de exercícios, de modo a
consolidar o que aprendeste e também para teres oportunidade de
esclarecer dúvidas em tempo útil.

Nas disciplinas essencialmente práticas a utilização dos horários de
dúvidas que os professores disponibilizam é essencial, pelo que não
tens que ter qualquer receio em procurar esclarecimentos adicionais
junto dos professores.

Neste âmbito, e quanto a estas matérias mais práticas, o estudo em
grupo pode ser muito benéfico. Sugere a um ou dois colegas que estudem
em grupo. Assim poderão ajudar-se mutuamente e rentabilizar o estudo.

Em conclusão, para a resolução de problemas de uma forma eficaz deves:

  • reunir todo o material necessário antes de iniciares a sessão de estudo
  • certificares-te de que tens à tua disposição exercícios resolvidos e suporte teórico apropriado
  • incluíres semanalmente no teu plano tempo para a realização de
    alguns exercícios, proporcional ao número de cadeiras desta natureza
  • utilizares o horário de atendimento dos professores para esclareceres dúvidas, ao longo do semestre
  • estudares em conjunto com outros colegas, partilhando conhecimentos e aprofundando formas de resolução dos diferentes problemas.

6 - TÉCNICAS DE RELAXAMENTO

Muitas vezes a concentração no estudo reflecte o cansaço físico e mental do estudante. O acumular das actividades lectivas com o estudo individual e outras tarefas importantes, impede a produtividade. Daí que, antes de iniciar qualquer sessão de estudo, ou mesmo um exame, os estudantes devam praticar alguns exercícios de relaxamento para recuperar as energias perdidas e aumentar a concentração.

As técnicas de relaxamento dividem-se em :

1. Técnicas de relaxamento físico
1.1. Alongamentos: estica os braços e espreguiça-te com os braços apontados para o tecto, balançando-os de um lado para o outro. Repete o exercício com os braços entrelaçados atrás da cabeça.
1.2. Rotação da cabeça: descontrai o peso da cabeça de modo a que fique solta sobre os ombros e inicia rotações alternadas para um lado e para o outro (de olhos fechados) ao mesmo tempo que descontrais o rosto, a língua e o queixo.
1.3. Relaxamento dos braços: levanta os braços em forma de cruz, aperta os punhos com força e depois deixa-os cair subitamente até que voltem à posição normal.
1.4. Relaxamento das pernas: senta-te numa cadeira e eleva as pernas do chão para a tua frente, depois deixa-as cair repentinamente, totalmente descontraídas.
1.5. Relaxamento dos pés: concentra o peso do corpo num dos pés, enquanto o outro se levanta e sacode com suavidade. Repete o exercício com o outro pé.
1.6. Relaxamento das mãos e dos dedos: com as palmas das mãos muito abertas e os dedos completamente separados, efectua leves sacudidelas com pequenas rotações dos pulsos.
1.7. Respiração: exercita a inspiração e a expiração abdominal (principalmente quando estás muito tenso ou ansioso). Quando inspiras o ventre aumenta de volume e quando expiras diminui, sem que se verifique qualquer movimento na zona pulmonar. Deves proceder da seguinte forma: inspira em 4 segundos, retém o ar durante 2 segundos e expira em 4 segundos, repetindo várias vezes. Se a situação de ansiedade persistir aumenta o tempo para 6 segundos, retendo o ar 3 segundos.
2. Técnicas de relaxamento mental
As técnicas de relaxamento mental consistem em esvaziar a mente de preocupações ou angústias para que o corpo possa recuperar a energia perdida com a tensão ou o cansaço acumulado. Para a realização destas técnicas deves procurar um local onde não sejas incomodado.
2.1. Vazio mental: concentra-te no vazio e afasta mentalmente todas as preocupações passando-as para segundo plano nesse momento. Decorridos alguns minutos, gradualmente, a mente deve ficar completamente descontraída e em branco. Mantém esta fase de relaxamento durante alguns minutos e depois podes iniciar a tua sessão de estudo.
2.2 Imagética: pensa num local que para ti seja paradisíaco. Começa a imaginar esse local apelando a todos os órgãos dos sentidos de modo a que possas visualizar tudo o que compõe o local (ex.: mar, areia, sol), sentir os estímulos externos (ex.: vento, calor), cheirar (ex.: flores, a brisa do mar) ou mesmo tocar (ex.: areia, água). Constrói mentalmente o teu paraíso e gradualmente vais sentir um estado de relaxamento profundo. Limita esta técnica no tempo para que não corras o risco de ficar o tempo todo a relaxar, dado o prazer que se obtém desta técnica. Esta forma de relaxamento é muito útil também quando se verificam perturbações do sono, como no caso das insónias.

7 - OS EXAMES

Àmedida que se aproxima a época de exames começas a ter sentimentos contraditórios que oscilam entre o desejo de realizar rapidamente o exame para concluir a disciplina e o medo de não conseguir. A intensidade destes sentimentos está directamente relacionada com o esforço e o estudo prévio efectuado ao longo do semestre.

O estudo prévio é um factor de equilíbrio para lidares com algumas limitações que surgem normalmente em vésperas de exames, tais como:

1. Desmotivação académica: nesta altura voltas a questionar as tuas motivações pessoais para o estudo (porquê estudar). Poderás ficar ainda mais motivado pelo desejo de obter êxito ou em pânico com medo de não conseguir, o que na hora do exame se pode revelar contraproducente. Deves controlar as emoções disfuncionais (emoções que vão interferir no teu bom desempenho, na forma como funcionas) para não duvidares em momento algum dos teus conhecimentos aprendidos que se reverterão num bom resultado.
2. Ansiedade: o estado contínuo de tensão que surge em vésperas de exames, que faz acelerar o ritmo cardíaco, perturbações ao nível do aparelho digestivo ou mesmo dificuldades respiratórias e suores frios, são sintomas desagradáveis que vão limitar a tua concentração e o rendimento académico. Estes sintomas estão directamente relacionados com a situação de avaliação e podem ser controlados.
3. Insegurança: surge face ao desconhecido e será menor à medida que realizares vários exames ao longo do tempo. Quanto melhor for a planificação, o estudo e o conhecimento prévio acerca do tipo de prova que vais realizar e dos factores preponderantes na avaliação, menor será o efeito deste estado sobre o resultado final.
4. Falta de descanso: nesta fase o cansaço acumulado ao longo do semestre começa também a produzir os seus efeitos negativos. O estudo prévio permite-te continuar a dormir o tempo necessário para que possas produzir na hora do exame.
5. Descontracção: se estudaste o suficiente e estás seguro dos teus conhecimentos podes descontrair, pois o êxito está assegurado

Em resumo, deves ter em atenção que:

Antes de um exame é necessário:

1. ter a matéria em dia e completado o seu estudo pelo menos uma semana antes
2. seleccionar os conteúdos e dedicar maior atenção às partes mais importantes da matéria
3. planificar as revisões combinando-as com períodos de descontracção e descanso
4. submetermo-nos a pequenos simulacros de exames
5. garantir as horas de descanso suficientes na noite anterior à realização da prova. Dormir bem e o suficiente

Durante o exame convém:

1. conceder algum tempo, antes de começar a escrever, para te tranquilizares e reduzires o nervosismo
2. ler calmamente as perguntas
3. planificar e distribuir o tempo em partes iguais
4. realizar um breve esquema das partes mais importantes da pergunta antes de começar a escrever
5. cuidar da ortografia, redacção e apresentação geral da prova
6. dedicar os últimos minutos à revisão e correcção da prova.